Leilão de Reprodutores
Felício &
Filho
Desde
2010 que temos vindo a fazer um investimento brutal no sentido de enriquecer, da
melhor forma possível, o nosso quadro de reprodutores com os melhores sangues e
exemplares que existem na Bélgica, Holanda, Alemanha e, como não poderia deixar
de ser, em Portugal.
Desde
o início, a nossa estratégia passava (e passa!) por adquirir e manter as
diversas linhagens na sua forma mais pura e com a maior proximidade aos pombos
base da origem. Para tal, foi necessário adquirir, pelo menos, um macho e uma
fêmea de cada linhagem, para que, desta forma, fosse possível assegurar a
continuidade da mesma e evitar o consequente
desvirtuamento.
Entretanto,
foram ficando algumas “pontas soltas”, como é exemplo flagrante dos machos do Andre Roodhooft, do puro Marcel Sangers e do original Marc van Haute (neto do “Champion”), que
apresentamos em leilão, e cuja falta de oportunidade ou de condições financeiras
na altura e no momento certo, impossibilitaram a aquisição das fêmeas adequadas
a dar a devida continuidade as estas linhagens, como era nosso propósito inicial
e como a enorme qualidade dos pombos em causa assim o exigia. A tenra idade dos
referidos pombos e a sua excelência em mãos, atesta o que acabamos de
afirmar.
Por
outro lado, a difícil conjuntura económica que todos atravessamos e sentimos na
pele, muito por culpa de uma austeridade cega e sem quaisquer efeitos práticos,
que não seja o empobrecimento geral da população portuguesa e dos columbófilos
em particular, só nos foi permitindo enriquecer as linhagens comercialmente mais
lucrativas, uma vez que muitos dos columbófilos que adquirem os nosso pombos,
atentam muito a pormenores como a cor e revelam, ainda, forte preferência para
as linhagens mais na “moda”. E tudo isto porque não é possível apresentar sempre
o melhor e o mais actual, sem que exista algum
retorno.
Ao
longo destes últimos 2 anos, posso dizer, sem falsas modéstias, que já vendi
(leiloei), neste mesmo espaço, mais de 2 centenas de pombos (maioritariamente
borrachos), que agora fazem as delícias nos pombais de quem teve a sorte de os
adquirir, sempre ao baixo custo, e de quem agora me telefona a elogiar a elevada
qualidade dos mesmos. Daqui a 2/3 anos, teremos também o “feed back” daqueles
que foram directamente para a reprodução. E podem não acreditar, mas muitas das
vezes, no sentido de procurarmos agradar e dar continuidade àquilo que nos vai
permitindo manter de pé esta actividade, que é a columbofilia, coloco em leilão
os mais bonitos e os mais perfeitos, e fico para mim com os menos vistosos e
mais tardios. E, em alguns casos, sobretudo nos pombos de maior procura e que
cultivamos com destino à reprodução, acabamos por ter grandes e sérias
dificuldades em conseguir tirar para nós descendentes destinados ao nosso quadro
de voadores. Temos que admitir, portanto, que a ambição que atinge a esmagadora
maioria dos mortais é, por vezes, forte inimiga de um maior sucesso desportivo,
mas nós, à semelhança do mais comum dos mortais, também temos família para
sustentar.
Por
outro lado, contamos com mais de 140 reprodutores, para escassos 52 ninhos, o
que faz que alguns dos exemplares que temos estejam (super!) mal rentabilizados,
pelo que é melhor cede-los a quem deles retire o devido proveito, até porque, e
para sossegar os mais cépticos, quase todos eles são, ainda, muito
jovens.
Face
aos motivos expostos e, sobretudo, porque a conjuntura económica não nos permite
expandir até onde verdadeiramente pretendíamos, estamos agora a apresentar em
leilão alguns dos nossos reprodutores, de qualidade muito superior e alguns
deles chegados aos nossos pombais há escassos meses, mas cuja receita é
essencial para o propósito de continuar a tentar apresentar sempre o melhor e o
mais actual possível.
E
como temos plena confiança no que apresentamos em leilão, fica sempre, em cada
um dos leilões e no final dos textos, o nosso contacto, para que o comprador
tenha a possibilidade de fazer directamente a devida justiça àquilo que aqui
escrevemos.
Por João Paulo Felício